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domingo, 1 de janeiro de 2017

Ser eu mesma

Ser eu mesma


Já começou 2017 no final dele estarão achando que já não vale mais e milhões de fogos farão a passagem.
Porém,algo chamou atenção foi que mesmo entre á crise economico aumentaram a quantidade dos fogos.
E pequei uma frase do padre Fabio de Melo:

<A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos. 
Geralmente quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse, é que a gente tá muito mais preocupado com o que o outro acha sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos.
O que me seduz em Jesus é quando eu descubro que n'Ele havia uma capacidade imensa de olhar dentro dos olhos e fazer que aquele que era olhado reconhecer-se plenamente e olhar-se com sinceridade.
Durante muito tempo eu fiquei preocupado com o que os outros achavam ao meu respeito. Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito>

sábado, 4 de julho de 2015

Maria Julia Coutinho

Maria Julia Coutinho

Vítima de ofensas racistas, a jornalista Maria Julia Coutinho ganhou o direito de falar, ao vivo, no “Jornal Nacional”, sobre a agressão que sofreu. Por 70 segundos, nesta sexta-feira (03), a “moça do tempo” do principal telejornal do país fez um discurso, a meu ver, histórico. Firme, mas sem levantar a voz, indignada, mas altamente didática, ela representou milhões de pessoas que enfrentam dramas semelhantes no cotidiano, mas não dispõem de um palco com este alcance. Reproduzo a íntegra do que disse.
“Estava todo mundo preocupado. Muita gente imaginou que eu estaria chorando pelos corredores. Mas a verdade é o seguinte, gente. Eu já lido com essa questão do preconceito desde que eu me entendo por gente. Claro que eu fico muito indignada, triste com isso, mas eu não esmoreço, não perco o ânimo, que é o mais importante. Eu cresci em uma família muito consciente, de pais militantes, que sempre me orientaram. Eu sei dos meus direitos. Acho importante essas medidas legais serem tomadas, até para evitar novos ataques a mim e a outras pessoas. Isso é muito importante. E quero manifestar a felicidade que fiquei, porque é uma minoria que fez isso. Eu fiquei muito feliz com a manifestação de carinho, Recebi milhares de e-mails, de mensagens. Isso é o mais importante. A militância que faço é com o meu trabalho, sempre bem feito, com muito carinho, com muita dedicação, com muita competência, que é o mais importante. Os preconceituosos ladram, mas a caravana passa.''
Atualizado às 13h: Em mensagem postada no início da tarde em seu perfil no Facebook, Maria Julia classificou os ataques que sofreu como “uma tempestade de burrice'' e informou que medidas judiciais “já estão sendo tomadas''.
“Recebi uma chuva de amor, rajadas de solidariedade me ajudaram a ficar de pé e raios de carinho me aqueceram. Que tempo bom! (aqui essa expressão cabe kkk). Obrigada por todas as mensagens. A respeito da tempestade de burrice que desabou sobre minha cabeça, já disse o que tinha que ser dito ontem no JN. Agora basta. As medidas legais já estão sendo tomadas. Repito: minha militância é fazer meu trabalho bem feito, sem esmorecer, nem perder a serenidade. Os preconceituosos ladram, mas a caravana passa. Beijos''.http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2015/07/04/maria-julia-coutinho-faz-um-discurso-historico-contra-o-racismo/http://angelavaz7.blogspot.com.br/

sábado, 28 de junho de 2014

Tempo,beleza interior


Beleza interiorUL DREWNICK

Sexta-Feira 27/06/14

Talvez você seja observador como eu fui há algum tempo – digamos, algumas décadas atrás. Talvez, na hora de escovar os dentes você note uma ruga no lado direito do rosto, um inchaço nas pálpebras ou uma elevação abaixo do peito, como se você tivesse deixado ali um travesseiro. Pode acontecer, nós sabemos. Talvez você [...]

Talvez você seja observador como eu fui há algum tempo – digamos, algumas décadas atrás. Talvez, na hora de escovar os dentes você note uma ruga no lado direito do rosto, um inchaço nas pálpebras ou uma elevação abaixo do peito, como se você tivesse deixado ali um travesseiro. Pode acontecer, nós sabemos.
Talvez você não se preocupe com isso. É normal. Todos sabem como os espelhos são malévolos. Ou talvez você se preocupe – é normal, também – e comece a pensar em mudanças na alimentação e no estilo de vida (quem sabe umas caminhadas, uma academiazinha, aquela que está sempre anunciando promoções).
Preocupando-se ou não, fazendo ou não as caminhadas e a academia, é provável que se acentuem a ruga, o inchaço nas pálpebras e aquela elevação abdominal que o impede de usar suas belas camisetas com listras horizontais. O culpado não é você. Certamente você já ouviu falar no Tempo. Pois é. Pode jogar a culpa nas costas dele. Se ele não tivesse essa mania de correr como o coelho da Alice, tudo seria diferente. Cada um de nós seria um Dorian Gray, e o espelho, se falasse, diria: hoje você está mais belo que ontem, meu amo.
Se o nosso exterior não nos agrada, há um recurso bem antigo, mas que ainda costuma dar certo: investir na beleza interior. Minha antiguidade me aconselha aqui a resistir à tentação de dar dicas de como chegar à beleza interior. Ela me diz que não sou nada bom nisso, e eu acredito. Ainda bem que ela me policia. Eu estava quase citando coisas talvez já fora de catálogo: música (Débussy, Chopin), romances (Machado, Cortázar), poesia (Pessoa, Wislawa). E… integridade ética.
Se vocês julgam já possuir a beleza interior, ótimo. Se não estão muito certos, não tentem vê-la por olhos alheios, principalmente por olhos tão pouco dignos de crédito quanto os meus.
Ela é mais facilmente reconhecível por vocês mesmos. Por exemplo, quando seus olhos não se envergonham de ficar úmidos se soa na sala o Clair de lune, enquanto você lê Pessoa dizendo que onde ele pôs a esperança as rosas murcharam logo.

domingo, 12 de maio de 2013

Mãe

Mãe referencia a música encontra-se no final da edição:Cantada por Lais de Oliveira.

domingo, 21 de abril de 2013

Oras Bolas

                                             ORAS BOLAS


Era uma vez uma pessoinha, que servia sempre os grandes, trabalhando de sol a sol. Um dia ganhou uma função, que era mais alto do que a sua!Todos pensando que serviria para o bem de todos e não para determinadas pessoas.
     Mais, não foi isso que aconteceu!Ele começou a pisar nas pessoas que um dia trabalharam com ele, e quem não se ajoelhasse diante dele, ele logo pensava tenho que tirar essa pessoa daqui. Na sua insegurança começou a eliminar todos que possam atrapalhar, cada dia ia crescendo no seu castelinho de areia, além do seu mundo havia mais um ninguém gostava dele, a não serem os grandes, os colaboradores tinha medo e não respeito por ele. Que é bem diferente, medo de respeito, o medo faz com que aceitamos diante  e respeito perto ou longe as pessoas são as mesmas.
      Mais um dia uma pessoa falou para ele.<Você não tem medo de retornar a sua origem?><Ele diz ora já estou tecendo ou costurando nos dois lados>Para isso que sirvo e fico nos dois lados e eu sou bobo uai.Aprendi que de agora para frente terei que fazer teias,se eu retorno a minha função estou perdido......fui
  

terça-feira, 5 de julho de 2011

busca do éden selvagem

busca do éden selvagem

vegetarianismo-04

Texto retirado do livro “As Víceras e o Coração” de Jaime Ambrósio.
Não há como fugir. Impossível romper as paredes de concreto e ferro. Está cercado por homens que usam armas compridas – agulhões elétricos – e aventais manchados de sangue. Tudo em volta cheira a sangue, odor vivo dos que chegaram antes. Já não tem forças para caminhar com as próprias pernas. Eles sabem disso e o deixam parado por alguns instantes – etapa estratégica antes do último corredor (lá precisam mantê-lo em pé).
Momento fatídico, irreversível, quando a realidade mostra as garras afiadas e afugenta a última nevoa de ilusão. O estado de pânico chega ao ponto Maximo: todos os músculos estão tensos; a pulsação cresce ainda mais; o ritmo respiratório cresce, com as narinas inflando em excesso para absorver mais ar; os olhos dilatam em busca de outros estímulos; do abdômen os gases descem, suscitando fezes e urina. O organismo saturado diante da morte anunciada.
No começo era apenas o medo…
Eles chegam no campo resolutos, com os mesmos agulhões, e o identificam. Está marcado para a Viagem. Tenta fugir, acuado, mas leva várias estocadas elétricas. A carne arde e se retesa. Uma complexa reação química começa no cérebro, atingindo todas as células e fibras . E a resposta do corpo à violação do corpo. Debate-se em vão, ataca, em vão. E amarrado, fortemente, é conduzido para o interior do grande carro. Há outros como ele, um em cada compartimento. Estão atordoados, sem entender por que foram expulsos dali. O trajeto é sinuoso, cheio de solavancos, vibrações irritantes, paisagens estranhas. De vez em quando uma nova parada. Mais um embarcado, ofegante, perplexo.
A chegada é violenta, então o medo aumenta. Recebe novas estocadas por todo o corpo, enquanto é conduzido por um angustiante labirinto de corredores e rampas. Para não ser torturado ainda mais, caminha, trôpego, por onde querem que caminhe.
Dezenas de seres iguais a ele gritam, aterrorizados. Como eles passam por vários banhos químicos, que irritam a pele e os olhos.
Não há como fugir. Impossível romper as paredes de concreto e ferro. As fezes, incontidas, escorrem pelas pernas, a urina escorre. Então uma figura familiar lhe aparece na frente, sendo levada pelos homens. Reconhece-a pelo cheiro, pelas imagens de outros tempos, afagos pueris. Os dois olham-se por alguns breves segundos. Ela está calma, resignada, e transmite a ele essa paz incomum. Os algozes não percebem, mas dos olhos dele vertem grossas lágrimas, que se misturam ao sangue escorregadio do chão. Então o pânico recua, os nervos ganham elasticidade, o coração bate compassado, a respiração sossega. Sente-se tranqüilo, estranhamente tranqüilo diante do destino que lhe reservaram. Busca na memória os acontecimentos bons que lhe marcaram a vida; ignora os momentos difíceis da sua condição. Lembra dos espaços abertos, águas e gramíneas, seres iguais em volta. O coração sorri.
Está pronto. É hora de ser conduzido ao último corredor do abatedouro. Depois do derradeiro choque elétrico vai se transformar, para eles, num monte de carne diferenciada, fonte de proteína para todos os paladares. Mas sabe, porque recebeu a Anunciação, que depois do golpe fatal, quando o sangue começar a jorrar por todos os cortes industrializados, romperá concreto e ferro, paredes, numa fuga desenfreada em busca do Éden selvagem.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

fazendas

fazendas
As grandes fazendas cedendo para os loteamentos. São fazendas antigas com muitas árvores chegando afirmar que a maiorias tem matas fechadas.
Com as vendas cedem lugares para os loteamentos a motosserra já dar para escutar ceifando as árvores antigas ora frutíferas. Ai começa o grande dilema. Sem dó aos gritos pássaros, micos, tucanos e muitos outros animais migram para as cidades, morrendo nos asfaltos quentes principalmente os micos. Como estou vivenciando isso a maioria migram para as chácara famintos os micos. O pior a maioria dos lotes como diz nós mineiros são de engorda, acumulando sujeiras, dengue, servindo de abrigo para marginais. Esperando que o valor aumento para as vendas.E u ainda consigo obrigar os micos devido que vieram para a mata verde do fundo da chácara estão famintos.