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sábado, 11 de janeiro de 2014

Gestantes de Minas

Gestantes de Minas podem realizar exame gratuito para detectar toxoplasmose

De alta prevalência na população brasileira, a toxoplasmose congênita pode provocar graves sequelas visuais e neurológicas


A partir deste ano, as gestantes de Minas Gerais poderão realizar, gratuitamente, o painel de testes para a detecção precoce da toxoplasmose congênita. O Programa de Controle da Toxoplasmose foi aprovado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), com o objetivo de reduzir a prevalência da doença e o prejuízo que ela acarreta à saúde da criança. De alta prevalência na população brasileira, a toxoplasmose congênita pode provocar graves sequelas visuais e neurológicas.
O procedimento é simples e seguro: a partir do primeiro comparecimento da mãe à Unidade Básica de Saúde (UBS) uma amostra de sangue capilar será colhida em papel-filtro e enviada, via Correios, para a análise no Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico da Faculdade de Medicina da UFMG (Nupad), em Belo Horizonte, como já acontece com as amostras da triagem neonatal, realizada nos primeiros dias de vida do bebê.
Ao mesmo tempo, estabelece-se uma padronização de valores de referência, visando uma interpretação adequada dos resultados, o que favorece a promoção de ações mais efetivas em termos de saúde pública.
De acordo com o diretor geral do Nupad, José Nélio Januário, o Programa pretende, além da detecção dos casos positivos durante o período pré-natal, identificar aquelas gestantes em risco de adquirirem a infecção durante a gravidez. " Uma vez identificadas, elas serão alvo de medidas educativas e orientações para evitar a exposição ao Toxoplasma gondii, agente causador da doença" , aponta. As ações de tratamento contarão com a supervisão da SES-MG, especialmente em situações com dificuldades de resolução local.
Cadastro de Municípios
Para que o município receba protocolos, material institucional e de divulgação, bem como os insumos necessários para a realização do procedimento de coleta, como lancetas, papel-filtro e envelope, é necessário realizar o cadastro das Unidades de Saúde do município. Este cadastramento e a indicação de referências técnicas deve ser realizado por meio do site do Nupad. publicado em 06/01/2013 às 10h30:00http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/33010/geral/gestantes-de-minas-podem-realizar-exame-gratuito-para-detectar-toxoplasmose


sábado, 28 de dezembro de 2013

marcas e as empresas estão preparadas para atender clientes com deficiência?



As marcas e as empresas estão preparadas para atender clientes com deficiência?

As estatísticas têm mostrado que investir em acessibilidade pode ser mais do que um ato de cidadania e de responsabilidade social. Esse investimento pode se tornar um excelente negócio; um investimento em sustentabilidade. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou, no Censo 2000, que o Brasil possui um contingente de 14,5% da população com algum tipo de deficiência, ou seja, um universo de 24,5 milhões de pessoas com um potencial de consumo estimado em R$ 5 bilhões. Ao analisarmos os dados globais encontramos estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) que apontam que 10% da população mundial é portadora de deficiência – algo em torno de 610 milhões de pessoas, sendo que 386 milhões são economicamente ativas.

Diante desse cenário, será que as marcas e as empresas brasileiras estão preparadas para atender com qualidade o consumidor portador de deficiência? Quais as barreiras e erros mais frequentes? A resposta é um sonoro não! Mas, a boa notícia é que inúmeras empresas estão interessadas em saber onde erram e quais são as alternativas para iniciar um projeto de acessibilidade, de inclusão social. Entre os erros mais frequentes – detectados pela equipe de “clientes secretos” da Shopper Experience – começo citanto as barreiras físicas, porque são as que tangibilizam e ilustram o quanto a sociedade brasileira está despreparada para incorporar a inclusão de portadores de deficiência no cotidiano. Portas estreitas, correntes protegendo as vagas destinadas a cadeirantes, acessos não sinalizados para deficientes visuais e equipamentos de autoatendimento em alturas incompatíveis com cadeirantes são alguns dos erros estruturais mais comuns.

Os “clientes secretos” da Shopper Experience – pessoas com deficiência que integram projeto de inclusão profissional e atuam como pesquisadores responsáveis pelo atendimento a clientes de empresas de vários segmentos – citam, ainda, as barreiras emocionais e comportamentais. Em geral, profissionais do varejo, serviços financeiros e órgãos públicos não receberam treinamento adequado para lidar corretamente com o atendimento. Há casos de total ignorância que geram comportamentos como:

- o atendente grita com o deficiente visual. A questão é que ele não enxerga, mas ouve muito bem;

- em um restaurante, o garçon pergunta ao acompanhante de um cadeirante qual é o pedido; o que o cadeirante gostaria de comer. Ou seja, “imbecializam” a pessoa com deficiência, tratando-a como um ser incapaz de tomar decisões;

- o atendente recebe o cadeirante, auxilia-o a entrar em determinado local, mas o abandona. Ou seja, não prossegue no atendimento por motivos inexplicáveis;

- o atendente pergunta ao cadeirante se não gostaria de ir ao provador, embora a loja não tenha um provedor adaptado;

- o atendente não pergunta ao deficiente visual a cor que prefere, porque acha que tanto faz;

- o atendente fala muito rápido com deficiente o auditivo, impossibilitando a leitura de lábios;

- o atendente leva o cadeirante até o banheiro e acende a luz;

- o atendente, ao recepcionar um deficiente visual com cão-guia, começa a brincar, distraindo o cachorro. Nunca se deve brincar com cães-guias quando os animais estiverem trabalhando;

- o atendente que segura no braço do deficiente visual para guiá-lo; prática que tira o equilíbrio. O correto é oferecer o braço para que o deficiente visual segure.

Outros casos de despreparo são protagonizados pelo que costumo chamar de “deficientes sociais”, ou seja, pessoas que têm a coragem de parar em vagas exclusivas para cadeirantes e idosos; um tipo de ser humano que trata as pessoas com deficiência física como cidadãos de segunda categoria. Essas pessoas têm que ser reeducadas; passar por um processo de humanização social.

Em suma, a inclusão é uma cruzada que deve envolver todos os níveis da sociedade em torno de uma aliança firme, que trate a questão com a seriedade que merece.

fonte:

Stella Kochen Susskind