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domingo, 27 de abril de 2014

Fibromialgia

FIBROMIALGIA AFETA 3% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA, MAS TEM DIAGNÓSTICO DIFÍCIL

Última atualização: 10/02/2014:http://www.reumatoguia.com.br/interna.php?cat=92&id=1655&menu=92
Dor generalizada por todo o corpo por no mínimo três meses acompanhada por fadiga, ansiedade, depressão, dificuldade para dormir e até alterações intestinais. Durante vários anos, o desconhecimento sobre a fibromialgia levou os pacientes acometidos por esses sintomas a serem tachados de "dramáticos” ou "estressados”, evoluindo para um diagnóstico de transtornos emocionais como depressão. Mesmo com o reconhecimento da doença considerada crônica e pesquisas intensivas sobre o assunto, o fibromiálgico pode levar até três anos para descobrir a justificativa para as dores persistentes e difundidas pelo tecido muscular. O fato de o reumatologista – médico dedicado aos estudos e tratamento da enfermidade – ser procurado apenas depois que o paciente passa por três outros profissionais de áreas distintas está entre os motivos para a morosidade na identificação da patologia.

Sem qualquer exame que seja capaz de detectar a fibromialgia, o diagnóstico é essencialmente clínico, baseado em critérios classificatórios pontuados pelo Colégio Americano de Reumatologia. Entre eles, a presença de dor difusa e generalizada por mais de três meses. "Dentro do corpo existe um sistema de controle de dor. No caso dos fibromiálgicos, esse sistema sofre uma falha, por isso a doença é conhecida como síndrome de amplificação dolorosa”, explica o reumatologista Marcelo Cruz Rezende, coordenador da Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Moles da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

A dor passa então a ocorrer de forma mais intensa nessas pessoas. Uma das justificativas para esse descontrole estaria nas alterações dos níveis de neurotransmissores no cérebro – como serotonina e noradrenalina –, substâncias químicas produzidas pelos neurônios e responsáveis por transportar as informações entre as células. "Há distúrbios associados também ao funcionamento da bomba de cálcio”, acrescenta Marcelo. Outra indicação de que o paciente sofre de fibromialgia são os 18 pontos dolorosos espalhados pelo corpo. É preciso que pelo menos 11 deles sejam reconhecidos. A revisão dos critérios estabelecidos pelo Colégio Americano de Reumatologia em 2010 excluiu a necessidade de contagem dos pontos dolorosos, orientação que ainda está sob questionamento pela área médica. Com isso, eles ainda continuam sendo utilizados como referência para a detecção do problema.
Exames de imagem e diagnósticos não são usados para indicar a fibromialgia, mas sim para que seja eliminada a possibilidade de outras patologias. "Os sintomas são muito pouco específicos e não há nada exclusivo da fibromialgia. Por isso são realizados exames para excluir hipotireodismo, doenças do tecido conjuntivo, como artrite reumatoide, e no caso de mulheres no período fértil o lúpus”, explica Luiz Severiano Ribeiro, coordenador do Grupo de Educação do Paciente Fibromiálgico do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg). Há mais de 20 anos, o grupo está aberto ao público interessado em informações sobre as causas, tratamentos e o funcionamento da doença. "Aqui, eles têm contato com pessoas que sofrem do mesmo problema e já passam por tratamento há muitos anos. É uma forma de eles sentirem que há outras pessoas na mesma situação e que não são os únicos”, afirma Luiz.

CAUSAS E TRATAMENTO
O surgimento da doença está atrelado à genética e a situações de estresse crônico. "Há um padrão hereditário, mas não existe um gene identificado para a fibromialgia”, reconhece Marcelo Cruz. Doenças graves, traumas emocionais ou físicos e até mudanças hormonais podem desencadear os sintomas, que começam com uma dor crônica localizada que progride e é difundida para todo o corpo. A doença afeta mais as mulheres, já que de cada 10 pacientes, de sete a nove são do sexo feminino. A razão para essa incidência não é clara, já que não parece haver relação com hormônios.

A enfermidade não tem cura, mas diante de certas providências é possível conviver com a doença. Entre elas, a prática frequente de atividades aeróbicas. "Atividade física, principalmente aeróbica, tem efeito sobre o padrão de dor e melhora a fadiga. Existem trabalhos que mostram que até o tai chi chuan pode ajudar a amenizar os sintomas da fibromialgia”, reconhece Marcelo Cruz. Antidepressivos também podem ser indicados, já que agem sobre os neurotransmissores, tendo efeito sobre a dor. Diante de dores distintas e com intensidade variada, todo o tratamento é individualizado.

Depoimentos de pessoas com Fibromialgia 
» Jorge Luiz Dutra, aposentado, de 58 anos
 "Até descobrir o problema, em 2004, demorei quatro anos indo em vários médicos e fazendo todo tipo de exame. Hoje aprendi a conviver com a dor que é persistente, do pescoço para baixo. Só não dói o cabelo (risos). Tomo antidepressivos e analgésicos, mas o que funciona mesmo são as caminhadas diárias de uma hora. Faça chuva ou faça sol, não deixo de ir. Na família, tenho primos que estão fazendo exames e há suspeita de fibromialgia. A grande tristeza é que a gente passa por muita humilhação porque ninguém acredita na doença, nem mesmo o Instituto Nacional da Previdência Social (INSS). Se não tem exame que identifique, não dá para comprovar.”

» Evangelina Maria Lara, aposentada, de 75
"Problema nos ossos foi uma dos problemas que falaram que eu tinha antes de chegar até a fibromialgia. As dores, que estão sempre presentes, começaram há mais de 30 anos e há 25 trato a doença. Não foi identificado nenhum caso na família e meus filhos também não apresentaram os sintomas. Quando tenho algum problema emocional, por menor que seja a chateação do dia a dia, a dor intensifica e é preciso tomar analgésicos para aliviar.”

Saiba mais sobre a Fibromialgia

Números: 3% da população brasileira é afetada pela fibromialgia

80% dos pacientes são mulheres

34 a 57 anos é a faixa etária de realização do diagnóstico

Sintomas associados
>> Fadiga intensa
>> Irritação intestinal e da bexiga
>> Dor de cabeça
>> Movimento involuntário das pernas durante o sono
>> Dificuldade para dormir
>> Ansiedade
>> Depressão
>> Dificuldade de concentração

Tratamento
>> Exercícios para alongamento e fortalecimento muscular, assim como para condicionamento cardiorrespiratório. Devem ser praticados durante 40 minutos, três vezes por semana
>> Técnicas de relaxamento para prevenir espasmos musculares
>> Hábitos saudáveis para melhorar a qualidade de vida e reduzir o estresse
>> Medicações para o controle da dor e dos distúrbios do sono

Fonte: Estado de Minas

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sábado, 11 de janeiro de 2014

Gestantes de Minas

Gestantes de Minas podem realizar exame gratuito para detectar toxoplasmose

De alta prevalência na população brasileira, a toxoplasmose congênita pode provocar graves sequelas visuais e neurológicas


A partir deste ano, as gestantes de Minas Gerais poderão realizar, gratuitamente, o painel de testes para a detecção precoce da toxoplasmose congênita. O Programa de Controle da Toxoplasmose foi aprovado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), com o objetivo de reduzir a prevalência da doença e o prejuízo que ela acarreta à saúde da criança. De alta prevalência na população brasileira, a toxoplasmose congênita pode provocar graves sequelas visuais e neurológicas.
O procedimento é simples e seguro: a partir do primeiro comparecimento da mãe à Unidade Básica de Saúde (UBS) uma amostra de sangue capilar será colhida em papel-filtro e enviada, via Correios, para a análise no Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico da Faculdade de Medicina da UFMG (Nupad), em Belo Horizonte, como já acontece com as amostras da triagem neonatal, realizada nos primeiros dias de vida do bebê.
Ao mesmo tempo, estabelece-se uma padronização de valores de referência, visando uma interpretação adequada dos resultados, o que favorece a promoção de ações mais efetivas em termos de saúde pública.
De acordo com o diretor geral do Nupad, José Nélio Januário, o Programa pretende, além da detecção dos casos positivos durante o período pré-natal, identificar aquelas gestantes em risco de adquirirem a infecção durante a gravidez. " Uma vez identificadas, elas serão alvo de medidas educativas e orientações para evitar a exposição ao Toxoplasma gondii, agente causador da doença" , aponta. As ações de tratamento contarão com a supervisão da SES-MG, especialmente em situações com dificuldades de resolução local.
Cadastro de Municípios
Para que o município receba protocolos, material institucional e de divulgação, bem como os insumos necessários para a realização do procedimento de coleta, como lancetas, papel-filtro e envelope, é necessário realizar o cadastro das Unidades de Saúde do município. Este cadastramento e a indicação de referências técnicas deve ser realizado por meio do site do Nupad. publicado em 06/01/2013 às 10h30:00http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/33010/geral/gestantes-de-minas-podem-realizar-exame-gratuito-para-detectar-toxoplasmose


domingo, 11 de agosto de 2013

Cronograma da Vl Conferência Municipal de Saúde


                    Cronograma  Vl Conferência Municipal de Saúde.


Proposta de Cronograma da VI Conferência Municipal de Saúde
7h 30min – Credenciamento e recepção dos participantes
Participação da pianista: Júlia Andrade
Coffe Break
8 h 30min – Início do evento
- Composição da mesa / leitura do texto inicial / leitura do Regimento Geral /
Hino nacional / apresentação artística – Caps
9 h 40min – Palestra
Exma Sra. Kátia Rita Gonçalves
Tema central da conferência
10h 30min – Palestra
Exmo Sr. Lauro Eduardo de Oliveira
11h 30min – Almoço
13 horas – Formação dos grupos de discussão
- Seis grupos: seis eixos estratégicos conduzidos pelos coordenadores
- Discussão das propostas (pré – conferências), relatório das propostas.
15 horas – apresentação das propostas por grupo (plenária)
16 horas – Votação das propostas
16h 30min – Plenária final / leitura do relatório final/Encerramento

Coffe Break